sexta-feira, 26 de dezembro de 2008



inconstante a luz encoberta,
na direcção das estrelas ilumina
timidamente o sono que desperta...

na ponta dos dedos renascem,
as memórias a perturbar a pulsação
são derrotas nem vitórias,
romances de ténue duração...

parece saturado o ar expirado,
ou nervosa a circulação
do sangue num percurso fechado...

falta amplitude no horizonte,
está pouco profundo o olhar
refletido na água que cai da fonte
límpida a vontade de gostar... *

consequência...

percorro o tempo ausente de melodia,
sonho triste, vazio, desabitado,
penso a emoção que outrora preenchia,
um coração que sorria 'enamorado'...

na ausência a chama desvanece,
menor intensidade pouco ilumina,
perde o brilho, a paixão que aquece,
sem entrega tudo termina...

Mãe ...


incapaz sou, de dizer o quanto amo
a capacidade de estares, mesmo se não chamo
basta um toque subtil, ou a expressão do olhar
sem interferires nos meus passos, acabas por acompanhar !
cada sentimento partilho, minha melhor confidente...
em nós não há segredos, quando se olha a gente sente !

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

melhores amigos...



falam-nos directamente ao coração,

seja num momento único ou banal,

não hesitam em estender a mão,

gesto simples, meigo e fundamental...

para quem a partilha é verídica e espontânea,

a ligação manter-se-á inalterada,

na desilusão a lágrima é momentânea...

por nós até fazem de 'almofada' ! :)

devaneio*



sentes a satisfação na partilha de um sorriso,
que te abraça e envolve de alegria?
sinto, claramente, algo que preciso...
alimentas-me a alma com a tua fantasia!

desejas, olhos nos olhos, cada emoção que vém?
tão bom :) , eu também...
penso-te quando estamos sós,
o abrigo que tenho se não te vejo...
suave invasão é a tua voz,
utopia seria roubar-te um beijo... *

domingo, 17 de agosto de 2008

cumplicidade...



a canção presente num olhar sincero,

ausente de roído e repleta de cumplicidade,

produz um sentimento de feliz desespero,

com a chegada subtil do que chamamos amizade...

cai sobre nós em natural harmonia,

como a brisa quente à beira mar,

desenhados na areia passos de magia,

mostram-nos o rumo que podemos caminhar...

segunda-feira, 31 de março de 2008

dinamismo natural...



Incertezas e desefios percorrem,
o leito do nosso quotidiano...
Realçam no decorrer da peça,
sensações findas ao cair do pano.

Ruas de memórias e ideais,
levam-nos num nostálgico divagar...
Sonhos fictícios ou bem reais,
fazem parte de cada lugar.

Em cada passo há uma história,
para mais tarde recordar...
Vivências momentâneas e próprias
que nos fazem apaixonar!