sexta-feira, 26 de dezembro de 2008



inconstante a luz encoberta,
na direcção das estrelas ilumina
timidamente o sono que desperta...

na ponta dos dedos renascem,
as memórias a perturbar a pulsação
são derrotas nem vitórias,
romances de ténue duração...

parece saturado o ar expirado,
ou nervosa a circulação
do sangue num percurso fechado...

falta amplitude no horizonte,
está pouco profundo o olhar
refletido na água que cai da fonte
límpida a vontade de gostar... *

consequência...

percorro o tempo ausente de melodia,
sonho triste, vazio, desabitado,
penso a emoção que outrora preenchia,
um coração que sorria 'enamorado'...

na ausência a chama desvanece,
menor intensidade pouco ilumina,
perde o brilho, a paixão que aquece,
sem entrega tudo termina...

Mãe ...


incapaz sou, de dizer o quanto amo
a capacidade de estares, mesmo se não chamo
basta um toque subtil, ou a expressão do olhar
sem interferires nos meus passos, acabas por acompanhar !
cada sentimento partilho, minha melhor confidente...
em nós não há segredos, quando se olha a gente sente !